Nocturna
Certo dia avistei de longe um pássaro estirado no chão. Quando cheguei perto me assustei pois ele não era um pássaro comum era uma pequena corujinha e era tão frágil, e estava machucada. Peguei a pequena com cuidado e a coloquei em uma caixinha, chamei-a de Nocturna . Depois de uns meses ela já estava bem melhor, então não dava para continuar na caixinha, ela voaria, resolvi comprar uma pequena gaiola com os trocados que tinha. Cuidei dela ate ficar bem forte. Ela tinha um canto inconfundível não tem como descrever, e sempre que me via se alegrava, eu também me alegrava bastante com ela. Ao passar do tempo fui me apegando a ela cada vez mais... Mas por ser uma coruja ela sentia falta de voar... de ser livre.
Todos os dias eu levantava bem cedinho e colocava seu café, mas ela já não cantava com minha presença, não se alegrava como antes e foi ai que percebi que não se pode criar corujas em gaiolas tão pequenas...
Era tão grande meu amor por ela... Eu não sabia o que fazer, era egoísmo da minha parte continuar prendendo um animal que clama tanto por liberdade. O meu maior medo era solta-la e perde-la para sempre, mas vê-la tão triste não era justo, eu estava matando ela aos poucos com isso. Então, um dia quando fui colocar seu café ela não hesitou e acabou me bicando. Esse foi o fim, sei que ela não queria... Como doía ver que foi preciso ela me ferir para eu perceber que eu não tinha o direito de continuar pendendo-a, se eu realmente a amava tinha que deixá-la ir.
Com muita tristeza abri à gaiola e ela levantou vôo esticando suas asas, não sabia que eram tão grandes. Vi então que fiz o que era melhor para ela. Os momentos que passamos juntas vão ficar pra sempre! Ainda a amo, e é por amá-la que espero que um dia ela forme uma família linda e arrume companhia, pois não se vive sozinho por muito tempo.
Todos os dias eu levantava bem cedinho e colocava seu café, mas ela já não cantava com minha presença, não se alegrava como antes e foi ai que percebi que não se pode criar corujas em gaiolas tão pequenas...
Era tão grande meu amor por ela... Eu não sabia o que fazer, era egoísmo da minha parte continuar prendendo um animal que clama tanto por liberdade. O meu maior medo era solta-la e perde-la para sempre, mas vê-la tão triste não era justo, eu estava matando ela aos poucos com isso. Então, um dia quando fui colocar seu café ela não hesitou e acabou me bicando. Esse foi o fim, sei que ela não queria... Como doía ver que foi preciso ela me ferir para eu perceber que eu não tinha o direito de continuar pendendo-a, se eu realmente a amava tinha que deixá-la ir.
Com muita tristeza abri à gaiola e ela levantou vôo esticando suas asas, não sabia que eram tão grandes. Vi então que fiz o que era melhor para ela. Os momentos que passamos juntas vão ficar pra sempre! Ainda a amo, e é por amá-la que espero que um dia ela forme uma família linda e arrume companhia, pois não se vive sozinho por muito tempo.


3 Comentários:
É, uma vez fizeram isso comigo...
Tem tanta coruja em Brasília que a gente se pergunta onde estão as gaiolas. Talvez as grades prendam mais quem está fora do que quem está dentro.
Tem como amar sem prender? Não sei. Mas, quando a encontrou, se tivesse deixado a coruja no chão, duvido que ela estivesse agora voando.
Tem pássaro no chão, morto-vivo,
e tanta coruja nessa cidade
que às vezes se torna mais cativo
justamente quem está fora da grade.
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