Gotas de chuva
Depois de uma dança ele segurou minha mão e sem falar nada o segui. Eu estava um pouco tonta por causa da bebida ou de algo mais. Minha mente viajava como uma brisa leve, e eu deixava me envolver por meus sentidos aguçados. Depois da dança não falamos nada, só nos sentimos, só isso. Ele passava sua mão na minha, encostava seu rosto no meu e todo o resto parecia sumir.Não sabia nada sobre ele nem o seu nome, nunca tinha visto aqueles olhos tão escuros. Depois de um abraço forte ele resolveu sussurrar algo no meu ouvido, não me lembro bem o que foi... Senti um arrepio que correu rapidamente pelo meu corpo. Eu estava totalmente entregue a uma pessoa desconhecida. Ele segurou minha mão e começamos a correr pela chuva que caia molhando nosso corpo, já estávamos longe de todos, perto do lago. Era como se nos conhecêssemos há anos, eu não tinha medo ou qualquer outro sentimento ruim, estava vivendo uma noite diferente. Começamos a conversar algo sem importância, riamos sem motivo, nossos olhos se encontravam com um intervalo de tempo cada vez menor. Segurando o meu rosto, ele se aproximou e me beijou. Ficamos nos beijando durante um tempo e quando terminamos eu não sabia o que fazer, nem ele.
-Tenho que ir, desculpe.
-Fica mais, nunca senti nada assim tão intenso e rápido por ninguém. Fica. Eu te levo em casa, já ta tarde.
-Desculpe, tenho que ir mesmo. Não quero me envolver com ninguém. Não por agora, e eu nem sei seu nome nem nada sobre você.
-Estava indo tudo tão bem, eu passei da conta foi isso?
-Não... Eu estava gostando também, mas tenho que ir mesmo.
-Não se lembra do meu nome?
-Desculpe, não sou boa com nomes.
-Não tem problema, fica mais um pouco...
Ele me puxou pelo braço e me deu outro abraço forte, me senti tão protegida. Nos beijamos outra vez, e outra, e outra... A chuva estava ficando cada vez mais forte. As gotas que molhavam nossos corpos me fazia sentir vontade de fazer algumas coisas e a bebida me dava a coragem que eu precisava para executá-las. De algum lugar surgiu uma musica calma, não dava pra ouvir direito, pois estava longe. Ele me convidou pra uma dança... E então eu acordei. Parecia tão real, mas não foi.
-Tenho que ir, desculpe.
-Fica mais, nunca senti nada assim tão intenso e rápido por ninguém. Fica. Eu te levo em casa, já ta tarde.
-Desculpe, tenho que ir mesmo. Não quero me envolver com ninguém. Não por agora, e eu nem sei seu nome nem nada sobre você.
-Estava indo tudo tão bem, eu passei da conta foi isso?
-Não... Eu estava gostando também, mas tenho que ir mesmo.
-Não se lembra do meu nome?
-Desculpe, não sou boa com nomes.
-Não tem problema, fica mais um pouco...
Ele me puxou pelo braço e me deu outro abraço forte, me senti tão protegida. Nos beijamos outra vez, e outra, e outra... A chuva estava ficando cada vez mais forte. As gotas que molhavam nossos corpos me fazia sentir vontade de fazer algumas coisas e a bebida me dava a coragem que eu precisava para executá-las. De algum lugar surgiu uma musica calma, não dava pra ouvir direito, pois estava longe. Ele me convidou pra uma dança... E então eu acordei. Parecia tão real, mas não foi.


2 Comentários:
Oi Kelly! Estou super feliz por vc ter voltado com o blog. Esse conto tem uma historia tão bonita que faz dó ele terminar assim, sendo apenas um sonho. Estou feliz com o blog! Bjs querida!
Adorei demais vc ter voltado com o blog. Esse conto tem uma historia linda! Uma pena que termina com apenas um sonho. Bjs querida!
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